MORAR SOZINHO E MORAR JUNTO

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Quando eu era criança morava em um aconchegante sobrado de 3 pavimentos em São Paulo - SP com meus pais e irmão mais velho. Com 8 anos, por razões profissionais do meu pai, me mudei com eles para uma ampla casa térrea no interior do estado.

Ao ingressar no curso de Arquitetura e Urbanismo do IAU/USP em São Carlos, optei por ir morar numa pensão, numa casa antiga, mas muito confortável, onde dividia morada com outras 6 jovens meninas! No segundo ano, buscando maior privacidade e liberdade, decidi morar sozinha em uma casinha de 3 cômodos e um pequeno quintal, onde fiquei por 4 anos.

Após formada, quando iniciei o meu mestrado, resolvi mudar para uma república de amigas em um apartamento de 4 andares sem elevador. Poucos meses depois me mudei para trabalhar em Santa Bárbara d´Oeste onde voltei a morar sozinha numa kit net minúscula e abafada, ainda mantendo a república em São Carlos para continuar com as responsabilidades do mestrado um dia por semana. Hoje moro em um apartamento, que tem mais a minha personalidade, com meu namorido!

Essa vida nômade (e um tanto quanto crazy) me permitiu experimentar diversos tipos de moradia. É muito interessante ver como as dinâmicas das tipologias habitacionais, assim como o fato de morar sozinha ou junto com outras pessoas diverge significativamente no nosso estilo de vida e na forma como organizamos nosso lar.

Quando moramos em família, quase que por instinto priorizamos muito os espaços de convívio, que pode ser um quintal, uma sala ou até mesmo a cozinha. São deliciosas as lembranças que temos do nosso lar da infância. Lembrar das vozes dos nossos pais nos chamando para as refeições, o som do videogame do irmão, os primos chamando para brincar, os aromas, as cores, é tudo muito especial. Por sermos pequenos, nossa relação com os espaços é muito mais livre e fluida, por menor que seja nossa casa. Para muita gente, a casa dos pais se torna para sempre um refúgio, um lugar onde queremos ir para nos sentirmos acolhidos e descansar da rotina da vida adulta.

Ao ir morar com pessoas que eu nem mesmo conhecia na pensão em São Carlos, tudo ficou muito diferente: as rotinas de usar o banheiro, a cozinha e até mesmo o quarto eram regradas, existiam horários estipulados para as tarefas diárias, para cada uma conseguir usar as escrivaninhas ou o único computador e o único banheiro com chuveiro que haviam na casa. Dividir quarto e mobiliários com outras duas pessoas exigia muita organização e respeito pela privacidade e horários de cada uma.

Morar sozinha é outra coisa. Apesar da liberdade para organizar os móveis e coisas como eu queria e ter uma rotina direcionada apenas a mim mesma, muitas vezes me sentia presa, por medo do que poderia acontecer quando estava só. A segurança passou a ser um fator prioritário, assim como a praticidade no layout dos ambientes para conseguir realizar muitas tarefas sozinha no dia a dia. Como o espaço era pequeno, os móveis tinham que ser híbridos, para se adequarem a várias situações.

Quando meu namorado veio morar comigo em Santa Bárbara, tivemos que fazer algumas adequações para o apartamento abrigar a rotina dele também. Por exemplo: um home office muito bem planejado era essencial! Mas falarei mais sobre morar a dois num próximo post!

O mais importante, independente nosso modo de morar, junto ou sozinho, em casa, kit net ou apartamento, é o bem-estar que devemos sentir.

Lar é onde está nosso coração: é onde nos sentimos pertencidos, acolhidos, recarregamos as energias, fazemos o que nos faz feliz!

Camila Teixeira


Precisamos de pessoas que estão dispostas a compartilhar nossos sonhos, a ouvir nossos desejos e expectativas para caminharmos juntos, com confiança, responsabilidade e amor no que fazemos!

E é claro que a OBA - Oficina Brasileira de Arquitetura, deseja ser sua parceira nessa trajetória!

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